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 Os três talismãs

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Caren
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MensagemAssunto: Re: Os três talismãs   Dom Abr 06, 2008 1:26 pm

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MensagemAssunto: Re: Os três talismãs   Sab Abr 12, 2008 2:44 pm

Capitulo 5
“Poder de fada”


Um belo e majestoso palácio começou a desenhar-se na linha do horizonte.

As casas eram bastantes, sendo quase coladas umas às outras. Via-se mais movimento no exterior. Elfos e fadas de traços belos e portes elegantes passeavam-se pelas ruas, sempre com um belo sorriso nos lábios.

Liana continuava com febre, isso era evidenciado pela cor rosada das suas faces e pelo seu enorme cansado e frio, que trazia consigo desde o dia anterior.

Sérgio continuava a observá-la, discretamente. Tinha medo que ela desmaia-se em cima do cavalo. O seu estado deixava-o cada vez mais preocupado.

Depressa chegaram aos portões do palácio. As paredes brancas e os telhados azuis, da enorme “habitção”, contratavam na perfeição com os maravilhosos jardins que o rodeavam.

Guardando os enormes portões pintados de azuis escuros estavam dois elfos de porte atlético, segurando uma comprida lança cada um. Assim que viram os dois cavalos aproximarem-se cruzaram as lanças em frente aos portões abertos. Acabaram por abrir caminho assim que reconheceram Sérgio e cumprimentaram-no com um aceno de cabeça.

Assim que entraram Sérgio dirigiu o seu olhar a Liana.

- Sentes-te melhor? – perguntou ao ver que o seu aspecto melhorara um pouco.

- Sinto-me um pouco melhor. Mas… É como se o meu corpo estivesse mais pesado do que o habitual! – responde Liana.

- É normal! – diz ele – Isso é o resultado do cansaço somado à febre.
Depois de falarmos com a rainha poderás descansar.

Dos portões à entrada do palácio ainda havia um caminho a percorrer, um caminho que fez com que eles demorassem cerca de dez minutos a chegar ao seu destino.

Pelo caminho Liana ia observando os maravilhosos jardins que a cercavam, com a máxima atenção que o seu estado permitia.

Lindas flores, de diversas espécies e cores, contrastavam com as enorme e imponentes árvores que rodeavam o palácio juntamente com o gradeamento azul escuro.

Predominavam as rosas. Belas rosas brancas, vermelhas e alaranjadas enchiam o ar com o seu leve e delicioso aroma. Em pequenos canteiros, que enfeitavam os extremos do carreiro que trilhava o caminho que eles agora percorriam, habitavam belas orquídeas brancas matizadas com um rosa claro.

Desmontaram assim que chegaram à entrada. Sem que ninguém batesse à enorme porta de madeira escura ou que alguém rodasse a maçaneta, esta abriu-se.

Um enorme hall apareceu diante dos olhos de Liana. Um enorme lance de escadas dava para o primeiro patamar.

- Sejam bem vindos!

Uma mulher elfo apareceu no hall. O seu cabelo preto e liso chegava-lhe à cintura, os seus olhos verdes brilhavam como esmeraldas. Envergava uma farda branca e azul escura.

- Olá Gisele! – cumprimentou-a Sérgio – Precisamos de falar com sua majestade. Sabes onde a podemos encontrar?

- Sua majestade está na sala do trono. Eu acompanho-vos até lá! – respondeu Gisele encaminhando-se para um corredor que ficava do lado direito das escadas.

Sérgio e Liana seguiram-na. Liana ia num passo lento ficando um pouco para trás. Continuava com a sensação de ter o corpo pesado, doía-lhe imenso a cabeça como de tivesse um martelo a bater-lhe ritmadamente na cabeça.

Chegaram à entrada da sala do trono. Uma enorme porta azul escura com diversos símbolos dourados estava entre eles e aquela divisão. Gisele preparava-se para bater à porta.

- Espera! – pede Sérgio.

Recuou alguns passos e colocou-se atrás de Liana. Tirou algo do bolso e colocou no pescoço dela, fazendo com que ela levasse a mão aquele fio, tocando nele como se o estivesse a acariciar.

- É melhor levares o talismã contigo, para que a rainha te possa reconhecer como a Fada da Terra. – diz ele colocando-se ao seu lado.
Gisele deu duas leves pancadas na porta abrindo-a logo de seguida.

- Dá-me licença Vossa Majestade? – pergunta espreitando para o interior. Ouviu-se um melodioso “sim” – O Sérgio está aqui com uma rapariga. Desejam vê-la!

Ouviu-se um “manda-os entrar” e Gisele fez sinal par que eles entrassem.

A porta abriu-se por completo deixando ver uma ampla divisão sem qualquer peça de mobiliário, apenas um majestoso trono com contornos de talha dourada se encontrava no fundo da divisão.

Sentada no trono estava uma bela mulher. O seu longo cabelo loiro chegava-lhe quase aos pés, os seus belos olhos azuis brilhavam quais estrelas brilham na noite. Usava um vestido de alças, que lhe cobria por completo os pés roçando no chão, de um tom de azul escuro. Do fio que trazia ao pescoço, pendia um quarto crescente prateado. Com a sua mão direita segurava um longo ceptro, quase da sua altura. O cabo era transparente, fazendo lembrar cristal e no topo repousava um quarto crescente branco.

Sérgio e Liana entraram na divisão, percorrendo-a até cegarem perto do trono.

- Bem-vindos! – disse a mulher levantando-se.

- Vossa majestade! – Sérgio fez um vénia, sendo imitado por Liana.

- Bem-vinda ao Mundo Paralelo Liana! É uma honra ter-te entre nós! – diz a Rainha aproximando-se mais de Liana.

- A honra é toda minha! – diz inclinando um pouco a cabeça.

A Rainha leva a mão ao seu queixo levantando-lhe a cabeça e observando o seu rosto.

- Sentes-te bem? Pelo teu aspecto algo me diz que estás mal. – diz com uma expressão preocupada.

- Majestade, se me permite… - Sérgio aguardou a autorização da Rainha para continuar - A Lina tem estado com febre desde ontem à noite. Á pouco chegou mesmo a desmaiar!

- Sendo assim é melhor descansares. – diz a Rainha dirigindo-se a Liana – Sérgio, sabes onde é o quarto em que a Liana irá ficar… Acompanha-a até lá. Deixaremos esta conversa para amanhã.

- Está certo alteza! – responde ele.

Sérgio e Liana fizeram uma vénia e saíram da sala, dirigindo-se de novo para o hall. Subiram o lance de escadas.

Liana voltou a sentir uma tontura. Desequilibrou-se caindo para trás.
Sérgio apercebeu-se a tempo e segurou-a.

- Pelos vistos a febre voltou a subir. Estás a escaldar! – diz colocando a mão perto do seu pescoço.

- Eu estou bem. – responde ela num sussurro.

- Só um cego é que não viria isso. É claro que estás bem. – goza ele – Pelo teu aspecto vê-se logo que não estás bem!

Liana não respondeu. Não tinha forças para continuar aquela “discussão”, como aquelas que eles tinham no primeiro dia de viagem.

Sérgio pegou nela segurando-a firmemente nos seus braços.

- O que é que estás a fazer? – pergunta Liana num tom de voz baixo. Até a sua voz já tinha dificuldade em sair…

- Não me parece que estejas com forças suficientes para subir esta interminável escadaria!

Sérgio continuou a avançar, subindo as escadas em passo acelerado.

Pouco tempo depois acabaram por entrar no amplo quarto onde Liana passaria a dormir. Colocou-a em cima da cama com delicadeza.

Apercebeu-se que os seus olhos estavam fechados. Talvez tivesse acabado por adormecer ou até mesmo por desmaiar… Pegou no fino cobertor verde, que se encontrava no fundo da cama, e colocou-o em cima de Liana cobrindo-a.

Olhou durante algum tempo para ela, preocupado com o estado em que esta se encontrava. Deu-lhe um pequeno beijo na testa e saiu do quarto.

Liana acabou por acordar três horas depois. Parecia que a sua cabeça ia explodir, tal eram as dores que sentia. Olhou em volta observando a divisão em que se encontrava.

Estava deitada numa enorme cama de casal, adornada por almofadas verdes e brancas com uma linha dourada a limitá-las. O edredão era verde. Em frente à cama estava um tocador onde repousavam alguns perfumes e uma escova com cabo dourado. Um enorme armário encontrava-se do lado direito da cama, na mesma parede onde estava a porta. Do lado esquerdo, a um canto, encostada à parede, estava uma pequena poltrona verde. Uma enorme janela abria caminho para uma varanda que dava uma bela visão dos maravilhosos jardins que cercavam o palácio. Finas cortinas pendiam do barão dourado.

Bateram à porta.

- Posso? – pergunta Gisele pondo a cabeça dentro do quarto.

- Claro! Entra! – diz Liana com um pequeno sorriso.

- Sentes-te melhor? – pergunta Gisele.

Trazia nas mãos um tabuleiro com comida e um sumo de laranja.

Pousou-o no tocador.

- Sim, sinto-me muito melhor.

- Tens aqui qualquer coisa para comeres. Deves estar com fome. – diz Gisele com um grande sorriso.

- Obrigada!

- Depois bebe aquilo! – diz apontando para uma pequena chávena – É um chá feito com umas ervas especiais. Vai ajudar a baixar a febre.

Saiu do quarto, tão rapidamente que Liana não conseguiu agradecer.

Liana levantou-se. Dirigiu-se à janela e arrumou a cortina um pouco para o lado, contemplando as maravilhosas flores que cresciam no jardim.

- Como será a minha vida daqui para a frente?

Os seus pensamentos foram interrompidos por alguém que batia à porta.

- Sim! – diz ela olhando para a entrada do quarto.

A porta abriu-se e Sérgio entrou no quarto.

- Encontrei-me com a Gisele no corredor e ela disse-me que já tinhas acordado. – diz ele fechando a porta. – Sentes-te melhor?

- Sim. – responde ela com um pequeno sorriso – Obrigada pela preocupação e pela ajuda que me tens dado.

- Não precisas de agradecer.

Liana voltou a olhar pela janela. Tinha medo do que pudesse acontecer dali para a frente, tinha medo do que teria de enfrentar, dos obstáculos que teria de ultrapassar.

- O que se passa Liana? – pergunta Sérgio.

- Tenho medo. – responde ela sem nunca deixar de olhar para o exterior.

- Medo de quê? – pergunta Sérgio aproximando-se dela.

- Medo do que possa acontecer daqui para a frente, medo do que possa acontecer às pessoas que me rodeiam.

- Liana… - sussurra Sérgio. Naquele momento não encontrava palavras para a confortar.

Algo lhe veio à mente, iluminando-a como uma luzinha ilumina uma gruta escura. Levou a mão ao bolso e tirou uma caixinha dourada. Abriu-a. Uma linda melodia começou a tocar.

Liana olhou para trás, reconhecendo a melodia.

- Acho que isto te pertence! – diz Sérgio fechando a caixa e entregando-lha.

- Obrigada! – diz ela pegando na caixa e olhando fixamente para ela recordando-se dos acontecimentos daquela manhã, recordando-se do local onde estivera naquela manhã.

Sérgio apercebeu-se do seu olhar, triste e nostálgico.

- Ainda estás a pensar no que aconteceu esta manhã? – pergunta ele.

Liana não respondeu. Uma pequena Lágrima correu pela sua face. As imagens da destruição daquela casa, da sua casa, ainda estavam bem presentes na sua mente.

Liana passou o resto do dia no quarto. Foram várias a vezes que tentou sair, para dar uma volta pelo jardim e apanhar um pouco de ar, mas era sempre impedida por Sérgio ou por Gisele. Diziam que ela deveria melhorar primeiro e que depois poderia dar os passeios que quisessem.

O chilrear dos pássaros, que pousavam na beira da varanda, encheu aquela manhã com a sua melodia. Foi com esse maravilhoso som que Liana acordou.

Assim que desceu o enorme lance de escadas encontrou Gisele à sua espera.

- Bom dia Liana! – cumprimentou-a ela – Estava à tua espera.

- Bom dia! À minha espera? Porquê? – pergunta ela confusa.

- Para te acompanhar à sala de jantar! Acho que ainda não conheces os “cantos à casa”. – completou num tom de gozo.

- É bem verdade! – diz Liana com um pequeno sorriso.

Caminharam as duas pelo mesmo corredor que tinham percorrido no dia anterior. A meio do corredor pararam em frente a uma majestosa porta branca. Gisele abriu-a.

- Bom dia Vossa Majestade! – cumprimentou assim que entrou na sala.

- Bom dia! – disse Liana após entrar.

- Bom dia Liana! – cumprimentou-a a Rainha.

A sala era ampla e bem iluminada. As janelas, enormes e emolduradas em madeira branca, deixavam entrar a bela luz da manhã. As cortinas beges estavam corridas para os lados! Uma extensa mesa, com lugar para mais de quarenta pessoas, encontrava-se no centro da divisão.

Liana observou os presentes. Além da Rainha e de Sérgio mais quatro pessoas se sentavam à mesa.

Dois elfos estavam lado a lado com duas raparigas que Liana pensou serem fadas. Um deles tinha cabelo curto, castanho claro. Os seus olhos eram de um verde tão brilhante quanto o de Gisele. Tal como Sérgio era esbelto e tinha uma constituição física invejável.

O outro tinha o cabelo um pouco mais comprido. O seu cabelo era castanho escuro e os seus olhos eram negros, fazendo lembrar carvão.

As raparigas tinham traços tão belos quantos os de Liana.

Uma delas tinha cabelo negro e comprido, o que fez com que Liana se lembra-se da sua grande amiga Joana. Uma enorme onda de saudades invadiu o corpo. Observou os olhos da rapariga. Eram do mesmo tom de castanho dos seus. O seu olhar saltou para a outra rapariga, que se encontrava ao lado do elfo de cabelo castanho escuro.

A outra rapariga tinha cabelo loiro, preso numa perfeita trança. Os seus olhos azuis claros faziam lembrar duas enormes safiras.

Ambas as raparigas vestiam vestidos idênticos ao que Liana usara no dia anterior, mudando apenas na cor e nos desenhos bordados nas saias.

A rapariga de cabelo negro usava um vestido vermelho vivo com os bordados num tom claro de vermelho alaranjado. A rapariga de cabelos loiros usava um vestido azul com os bordados em azul claro.

O olhar de Liana caiu no pescoço das raparigas. A sua respiração parou por segundos.

- Liana, senta-te aqui! – diz a Rainha apontando para o lugar vazio, ao lado de Sérgio.

Liana obedeceu, sentou-se no lugar indicado ficando de frente para a rapariga de cabelos negros.

- Temos muito que falar. – diz a Rainha – Liana creio que já sabes de quem se tratam estas duas raparigas.

- Penso que sim majestade. – o olhar de Liana continuava preso aos fios que as duas jovens traziam nos seus pescoços. Era como se estivesse a ouvir de novo toda a história que Sérgio lhe havia contado dois dias antes.

- Esta é a Ana. – disse Rainha apontando para a rapariga de cabelos loiros – E esta é a Mariana. – apontou para a rapariga de cabelos negros.

- Muito prazer! – diz Liana com um sorriso fraco.

- O prazer é nosso. – diz Mariana – Liana. Certo?

- Sim.
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MensagemAssunto: Re: Os três talismãs   Sab Abr 12, 2008 2:49 pm

- Bom… Apresentando os nobres cavalheiros que se sentam nesta mesa connosco – diz a Rainha com um grande sorriso – Sérgio, Gustavo e Nelson. – disse apontando para cada um deles.

Nelson, o elfo de cabelos castanhos escuros, e Gustavo, o elfo de cabelos castanhos claros, cumprimentaram amavelmente Liana assim como

Sérgio cumprimentou as outras duas raparigas.

- Agora passando a assuntos sérios. – a expressão da Rainha mudara, estava séria e um brilho decidido invadia o seu olhar. – Neste momento temos reunidos os três talismãs. Mais do que nunca teremos de apertar a vigilância no palácio e acima de tudo, a vigilância em redor das nossas três jovens fadas. O meu irmão não tardará a descobrir que vocês estam neste mundo.

- Majestade! – interveio Liana – Afinal, qual será a nossa verdadeira missão neste mundo? Apenas proteger os talismãs?

- Infelizmente não é só isso minha querida.

- Então, qual é a nossa verdadeira missão? – pergunta Ana – Qual é a nossa missão para além de proteger os talismãs e este mundo?

- Derrotar o meu irmão! – diz a Rainha olhando fixamente cada um deles
– Para os talismãs e este mundo ficarem em segurança é necessário destruir o meu irmão.

- Destruí-lo… O que sua alteza está a dizer é que nós teremos de matá-lo? – pergunta Mariana de olhos arregalados.

- Infelizmente assim é. Vocês serão sujeitas a provas e duros treinos, para desenvolverem e controlaram o poder que reside dentro de cada uma de vocês, o poder que cada um dos talismãs vos dá. O que eu quero dizer é que cada uma de vocês terá de conseguir controlar o elemento a que corresponde o vosso talismã.

- E quem as treinará? – pergunta Sérgio.

- Amanhã chegaram ao palácio duas sacerdotisas do templo lunar. Serão
elas que guiaram o treino.

Permaneceram o resto da refeição em silêncio.

Mariana e Ana levantaram-se e abandonaram a sala, despedindo-se da Rainha, acompanhadas de Gustavo e Nelson.

A Rainha acabou por se retirar também, deixando Liana e Sérgio sozinhos.

- Liana! – chamou-a ele. Ela reparou num certo nervosismo na sua voz.

- Sim!

- Tu ainda não conheces-te o palácio e… Ontem reparei na maneira como observas-te os jardins. – um pequeno sorriso nasceu na sua face – Queres ir dar um passeio pelos jardins? Tem plantas lindas. Tenho a certeza que ias gostar de as ver.

Liana olhou admirada para ele. Nunca pensou que Sérgio lhe fosse perguntar tal coisa. Um pequeno sorriso apareceu nos seus lábios.

- Aceito o convite. – disse ainda com o pequeno sorriso.

O sorriso que Sérgio tinha nos lábios começou a esmorecer quando uma pequena lembrança dos últimos dois dias atravessou a sua mente.

- Sentes-te em condições de andar lá fora. – perguntou preocupado – Com a febre que tens tido nos últimos dias… Se calhar é melhor deixar para outra altura.

- Não te preocupes. – respondeu-lhe Liana – Já me sinto muito melhor e hoje não tenho febre.

Liana acabou o pequeno almoço e eles partiram em direcção aos enormes e fascinantes jardins que rodeavam o palácio.

O sol estava bastante quente e o céu limpo, não havendo uma única nuvem a manchar o azul intenso.

Caminhavam pelos jardins conversando alegremente.

Liana olhava fascinada para as belas flores que iam encontrando pelo caminho, enquanto Sérgio dizia o nome de cada uma delas e explicando algumas coisas sobre as mesmas.

O dia passou depressa e rapidamente a tarde chegou.

A Rainha chamou as três fadas e pediu que a seguissem.

Percorreram alguns corredores até se encontrarem diante de uma enorme porta de madeira de carvalho. Frases numa língua antiga, que Liana não conseguia identificar, estavam inscritas na porta a fio de ouro e prata.

A Rainha abriu a porta revelando uma enorme biblioteca. Centenas de estantes com milhares de livros cobriam as paredes. A biblioteca era forma por dois andares. No tecto estavam pintadas milhares de estrelas e alguns planetas que Liana identificou como sendo os “nove” planetas do sistema solar.

- Trouxe-vos aqui para podermos ter um pouco mais de privacidade. – diz a Rainha – Hoje vou-vos mostrar algo que faz parte do vosso poder de fadas. Quero que fechem os olhos e se concentrem.

As raparigas entreolharam-se e fizeram o que a Rainha lhes havia pedido.

Os talismãs brilharam, um brilho intenso que depressa iluminou os seus corpos “escondendo-os”. Quando o brilho cessou elas ficaram surpreendidas com o que viram.

Liana envergava um vestido cai-cai que lhe ficava um pouco acima dos joelhos. No seu pulso uma pulseira de esmeraldas brilhava. Uma bandolete verde, brilhante, repousava na sua cabeça. O fio com o talismã mantinha-se no seu pescoço. Umas belas asas de borboleta, verde-claras e brilhantes, saiam das suas costas.

Ana vestia um belo vestido de alças azul. Tinha algumas finas pulseiras azuis, brilhantes, no pulso direito. Alguns brilhantes azuis brilhavam ao longo da sua trança. As suas asas eram azul-claras.

Mariana usava um vestido vermelho vivo, com apenas uma alça. No seu braço, perto do ombro, brilhava uma escrava vermelha. As pontas do seu longo cabelo estavam presas por uma fita vermelha brilhante. As asas eram claras, vermelhas alaranjadas.

- Isso é a vossa transformação. – diz a Rainha com um pequeno sorriso.

- Só transformadas é que podemos usar a magia? – pergunta Ana.

- Não. – responde a Rainha – Com a transformação o vossos poderes serão mais fortes e conseguiram controla-los melhor.

- Então se estivéssemos em batalha… - começa Liana.

- Lutariam transformadas! – completa a Rainha.

O tão esperado dia chegou.

Mal o sol nasceu as Sacerdotisas chegara ao palácio.

Liana, Mariana e Ana foram conduzidas aos fundos dos jardins. Lá, as sacerdotisas pediram que elas se transformassem e elas assim o fizeram.

- O treino de hoje servirá para aumentar a vossa influência sobre os elementos a que correspondem os vossos talismãs. – diz uma das sacerdotisas.

O seu cabelo era negro e bastante comprido, chegando-lhe ao fundo das costas. Os seus olhos eram também negros. Chamava-se Odete.

A outra tinha cabelos castanhos, lisos. Os seus olhos eram azuis onde alguns raios verdes se sobreponham. O seu nome era Clara.

- A vossa capacidade de controle sobre o vosso elemento será testada. – diz Clara – Como este será o vosso primeiro treino terão de usar não só as vossas capacidades, que são poucas, mas também a vossa perseverança. Mariana, segue-me!

Mariana aproximou-se de Clara e esta guiou-a até um recipiente onde chamas crepitavam sobre um líquido.

- Terás de o controlar. – diz Odete aproximando-se – Ele terá de ser mais ou menos forte, conforme aquilo que pretenderes. Do meu lado direito está uma tina com água. Aquele será o teu teste Ana. Terás de fazer a água elevar-se nos ares, descrever alguns círculos e piruetas e voltar a conduzi-la para a tina. Do meu lado esquerdo está uma fina e jovem árvore. Liana, tu tens o talismã da Terra. Controlas a natureza e o solo. Terás de fazer aquela árvore crescer e engrossar. Terás de fazer com que em questão de segundos ela passe de uma jovem árvore a uma arvora adulta.

- Tu serás a primeira fazer o teste. – diz Clara a Mariana.

Mariana aproxima-se do recipiente. Fecha os olhos e estica as mãos em direcção ao fogo. Concentra-se, mas nada acontece. Tentou mais uma vez e falhou.

- Ana. – Chamou Clara.

Ana aproximou-se e fez os mesmos movimentos que Mariana. A água da tina permaneceu imóvel, sem um único movimento a perturbar o seu equilíbrio. Ana não voltou a tentar. Baixou os braços e desistiu.

- Vocês são umas fracassadas. – diz Clara num tom amargo.

Ana e Matilde mostraram indignação ao ouvir tais palavras. Ao contrario de Liana, que permaneceu com uma expressão calma e em silêncio, elas não tinham compreendido o verdadeiro significado daquele frase.

- Não podemos falhar? – pergunta Mariana indignada.

- Falhar sim, mas desistir não! – diz Liana olhando para a árvore, para a árvore que seria a sua prova.

Em passos lentos aproximou-se da árvore. Esticou a mão e com ela tocou no tronco da árvore. Fechou os olhos e concentrou-se. Nada aconteceu. Voltou a tentar uma, duas vezes e nada aconteceu de novo. Mesmo assim não desistiu.

Respirou fundo, tentando concentrar-se ainda mais.

- A árvore é um ser vivo e tal como todos os seres vivos, cresce e desenvolve-se. A árvore representa a vida e eu, de certo modo, também porque a natureza é a vida, a alegria deste planeta.


O talismã brilhou um pouco. Debaixo da palma da sua mão, apareceu um pequeno brilho verde. A árvore começou a crescer e a engrossar passando em questão de segundos para a idade adulta. A copa estava agora alta e mais volumosa.

Liana abriu os olhos. Sorriu ao ver que tinha conseguido.

Ana e Mariana olhavam-na surpreendidas Um enorme sorriso nascia na cara das sacerdotisas.

Mariana olhou para as chamas. Aproximou-se e voltou a repetir os movimentos que havia feito antes.

- O fogo significa a destruição, devasta tudo por onde passa. Mas o fogo também significa o começo de um novo ciclo, pois a vida volta ao local depois de um incêndio. Tal como o fogo também eu devo marcar o inicio de um novo ciclo, um ciclo onde finalmente haja paz por completo.

As chamas brilharam mais. Um pequeno brilho vermelho surgiu nas palmas das suas mãos. Afastou um pouco os braços e as chamas intensificaram-se. Lentamente foi aproximando de novo os braços. As chamas iam perdendo a sua força. Assim que Mariana juntou as mãos o fogo extinguiu-se.

Ana seguiu o exemplo das duas fadas.

Aproximou-se da tina onde estava a água. Esticou a mãos em direcção à água. Fechou os olhos e concentrou-se.

- A água. É um elemento essencial à vida assim como o meu êxito nesta missão é essencial à vida dos elfos e fadas que habitam neste mundo. A paz é essencial.

Ana elevou as mãos e a água acompanhou os seus movimentos elevando-se no ar. Ela foi descendo as mãos e, lentamente, a água voltou para o recipiente sem uma única gota ser derramada no solo.

Tinham conseguido passar, com determinação, uma prova e agora preparavam-se mentalmente para as outras que se seguiriam. Os reinos não seriam fáceis mas elas estavam dispostas a enfrentá-los se isso significasse a paz do Mundo Paralelo.
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MensagemAssunto: Re: Os três talismãs   Hoje à(s) 11:55 am

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